quarta-feira, 1 de abril de 2009

Rebeldia cidadã

Se exite um esporte injustiçado, acho que seria o skate. Nos anos 70, lá na distante Califórnia, jovens surfistas rebeldes criavam uma subcultura que viria a se espalhar pelo resto do mundo no decorrer dos anos. E essa tendência adolescente de rebeldia foi o que mais marcou (e preocupou) os pais e mães que viram seus filhos se encantarem com essa tábua com rodinhas.

No Brasil, o grande boom ocorreu nos anos 90, com a recém-instaurada cultura grunge americana, que era inserida no cotidiano adolescente na forma de grupos de rock de garagem com músicas depressivas e o famoso camisão xadrez. O charme era não estar nem aí para o mundo, curtir um som e andar de skate.

Mas como sempre, os tempos mudaram, e o skate evoluiu. Ficou mais popular e foi ganhando adpetos de todas as classes sociais. Gente rica e pobre dividia a pista de skate do bairro com um único objetivo, ficar tão bom quanto os campeões brasileiros do esporte que fizeram carreira no mundo.

E o skate foi deixando de ser esse instrumento rebelde e discriminado por tantos, para se tornar um orgulho nacional. E como todo orgulho nacional que se preze, logo as pessoas começaram a usar a força da nação sobre rodinhas para melhorar suas cidades.

Inúmeros projetos sociais utilizando o skate como catalisador para modificar a vida de crianças carentes começou a aparecer. Em Brasília, por exemplo, Fábio Campos dá aulas de skate para as crianças carentes iniciantes com o intuito de não só praticar o esporte, mas auxiliar no convívio familiar e social. E seus esforços são amplamente divulgados por sites especializados que não deixam a peteca cair.

Aqui em São Paulo não é diferente. Como você verá nas reportagens a seguir, não são poucas as pessoas que se interessam em ajudar os mais carentes. Mas as que vamos mostrar aqui, o fazem com o skate em baixo dos pés e muitas manobras radicais.

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